Bússola Estratégica: uma ferramenta para a evolução contínua de produtos

14/07/2021
3 min de leitura

Quantas vezes nos perguntamos onde e como podemos evoluir nossos produtos? Esta é uma realidade dos gestores de produto, e existem várias ferramentas e métodos que ajudam na geração de ideias. Uma de que gosto muito é o Tanque de Decantação.

Mas não podemos ter o foco total em inovações. Pois é muito comum sermos sugados pelas deficiências do nosso produto em relação ao mercado e concorrentes. Aliás, é isso que vem tirando o sono de muitos Product Owners e lideranças de produtos.

Foi então que pensei: Como orientar estes gestores para que consigam a evolução contínua de seus produtos?

Atuando com Estratégia de Negócios e adaptação de Produtos, eu criei a Bússola Estratégica, uma ferramenta de apoio que ajuda a atingir o objetivo esperado para o produto. 

Como utilizar a bússola estratégica ?

A Bússola Estratégica é uma ferramenta de apoio que ajuda a atingir o objetivo esperado para os produtos.

Exemplo de Bússola Estratégica

 

Os principais parâmetros da Bússola estão nas coordenadas, que estão representados por:

  • NO – Noroeste: Análise de mercado
  • NE – Nordeste: Oportunidades
  • SE – Sudeste: Visão sistêmica
  • SO – Sudoeste: Análise crítica

A seguir, eu explico mais a fundo sobre a função de cada coordenada.

Análise de Mercado

Na coordenada Análise de mercado, estão as questões que respondem sobre os benefícios do nosso produto. Aqui sabemos sobre como nossos clientes nos acham, qual é o canal de acesso mais usado, quanto tempo levamos para entregar o que o cliente necessita.

Ou seja, é uma visão sobre o estado atual e uma fotografia sobre como os clientes estão sendo tratados por nosso serviço/produto. As métricas de eficácia e eficiência são instrumentos que devemos incorporar nesta etapa.

Querendo saber mais sobre métricas de eficiência e eficácia, visite os artigos Métricas de PirataMétricas Básicas para seu time e 6 dicas para definir métricas de sucesso para seu produto, que estão aqui em nosso blog, ou inscreva-se no treinamento de Métricas Ágeis.

Análise Crítica

Na coordenada Análise crítica, levantamos nossas deficiências e exploramos as etapas do fluxo de entrega que geram maior atraso. Além disso, discutimos sobre as alternativas que deixamos de explorar, por consentimento, e não evoluímos no nosso produto.

Normalmente, esta é a etapa mais discutida nas empresas que precisam se recuperar no mercado. O cuidado que se deve ter nesta coordenada da Bússola é não gerar paralisia, pois podem existir diversas alternativas que não foram exploradas até o momento e que estão na mesa há anos sem serem tocadas.

Sobretudo, atuar nessa coordenada combinando com a Análise de mercado fará com que o resultado seja ter clientes fidelizados. Afinal, estamos explorando o que fazemos de melhor, recuperando o espaço e resolvendo nossas deficiências.

Visão Sistêmica

Seguindo na coordenada Visão sistêmica, eu diria que é a coordenada mais estratégica entre todas. Ela faz com que deixemos de olhar apenas para o nosso produto e passemos a olhar a organização como um todo.

Aqui, as provocações são voltadas a como podemos maximizar nossos produtos e serviços com outros produtos e serviços da própria empresa. Isso não é magnífico?

E, além disso: identificar oportunidades de capitalizar sobre os serviços prestados que não geram diretamente receita para a empresa, tais como: consultorias, atendimentos personalizados, segmentação de exclusividade entre outros.

Muitas das vezes deixamos escapar oportunidades de melhorar nossos produtos e serviços por não combinar as iniciativas e objetivos com as demais áreas da empresa.

No treinamento de OKR, citamos isso como uma das grandes vantagens desta ferramenta. Se quiser saber mais, leia o artigo Transformação Ágil com OKRs.

Observe que, casando as iniciativas da Análise crítica com a Visão sistêmica, estamos potencializando ter clientes mais satisfeitos. Isso porque estamos proporcionando uma experiência diferenciada e resolvendo nossas deficiências.

Normalmente, a partir dessas provocações, surgem pequenas mudanças que geram grandes resultados. Experimente!

Oportunidades

Por fim, a coordenada Oportunidades é a visão externa. É se colocar no lugar do cliente, observar as necessidades do mercado, identificar oportunidades de negócios e encontrar uma fatia de mercado não explorada ou mal explorada.

Muitas empresas direcionam equipes apenas para esta atividade. Startups atuam diretamente nesta coordenada. Mas a pergunta que eu faço é: por que esperar um unicórnio surgir ou terceirizar esses olhares? O mercado está ao alcance de todos!

Utilizar técnicas de Fit-for-PurposeMapa de empatia, pesquisas e mais pesquisas  e qualquer outro método ou técnica que tragam informações sobre o comportamento e objetivos do cliente certamente lhe farão identificar algumas oportunidades.

O mais interessante é que se ligarmos essas respostas com as da Visão sistêmica encontraremos oportunidade de novos negócios e produtos. Enquanto se ligarmos com as respostas da Análise de mercado, potencializamos novos clientes. E te digo mais, novos clientes “em escala”… Ou seja, é para ser líder de mercado!

Agora, me conte nos comentários:
o que achou da BÚSSOLA ESTRATÉGICA?

Continue aprendendo sobre evolução contínua de produtos

Um dos temas debatidos no episódio 73 do Love the problem, podcast oficial da K21, foi: como equilibrar crescimento, engajamento e receita ao desenvolver um produto que os clientes querem e que ao mesmo tempo seja um negócio sustentável?

Para saber a resposta, ouça agora mesmo sobre este e outros assuntos de Product Growth:

Escrito por Maycol Mello

Maycol Mello atua com o desenvolvimento de soluções desde 1999, participando da construção de projetos de pequeno, médio e grande porte para os mais diversos nichos de mercado. Foi professor universitário em 2011, onde deu seus primeiros passos com métodos ágeis e desde lá vêm atuando como agente de mudança organizacional ajudando empresas a se transformarem para trabalhar de forma mais enxuta e efetiva. Adepto da filosofia de que pessoas não são recursos, acompanha de perto novas tendências de liderança e gestão para trabalhadores do conhecimento.

Compartilhar

    Cadastre-se para receber nossos insights no seu email

    Ao continuar você concorda com a Política de Privacidade
    da K21. Você poderá cancelar o recebimento quando quiser.