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Case: De Gerente de Operações a Liderança Estratégica na Veloe

27/09/21 - 8 minutos de leitura

Durante a atuação em consultorias, a K21 defende que, para a transformação ocorrer nas organizações, é preciso transformar as pessoas; e, para que isso seja possível, é necessário primeiro transformar ou até mesmo “formar” líderes. 

O case que contamos aqui é sobre um gestor que teve a sua vida profissional e pessoal transformada após uma preparação intensa para se tornar uma liderança estratégica, entre as mais importantes da empresa em que trabalha.

A história do Adriano Vaz na Veloe

Case: De Gerente de Operações a Liderança Estratégica na Veloe 1
Adriano Vaz, Gerente de Operações e Champion de OKR na Veloe

Há quase 5 anos na área de operações da Veloe, Adriano Vaz viu a sua carreira ser impulsionada nos últimos anos.

As mudanças começaram a acontecer quando a K21 iniciou o trabalho de alinhamento estratégico na organização, através da definição e execução de OKR (Objective and Key Results).

Buscando insumos para trabalhar junto aos seus times, Adriano acompanhava de perto as cerimônias e as decisões dos OKR que impactariam em toda a Veloe.

O que ele não imaginava é que passaria a desempenhar um papel chave para a estratégia da empresa. E que a sua maior contribuição seria também um grande salto para a sua carreira.

A descoberta

Andressa Chiara, Strategy Specialist & Partner K21, participou de todo o processo de definição e execução de OKR na Veloe. Foi ela quem recomendou o Adriano para se tornar a pessoa que faria a estratégia da empresa se desenvolver.

“Adriano era um médio gestor da área de operações que começou a ser envolvido nos OKR e eu percebi que ele era muito bom nisso. Com 3 meses do trabalho que estávamos desenvolvendo, pensamos em convidá-lo para participar mais ativamente, e eu propus que ele se tornasse o Champion. Ele era a pessoa certa!"

No papel de Champion, Adriano seria a principal liderança de OKR, representando e zelando pela aplicação do método na organização.

Também seria sua responsabilidade treinar as pessoas para fazerem as definições dos objetivos e resultados, garantindo ainda a motivação da organização e a priorização correta dos times.

“Foi bem bacana esta transformação, embora com um pouco de medo de assumir uma responsabilidade como esta, porque você acaba sendo um ‘guardião da estratégia’, você que fomenta, conduz isso. Dá um frio da barriga, mas aquele friozinho gostoso. E o mais interessante é que, acho que durante uns 4 ou 5 meses, eu fazia e facilitava os check-ins, e a K21 no final me dava um monte de feedbacks: 'cara, isso que você fez foi super legal’, ‘isso que você fez não foi bom, procura melhorar'. Por perceber algumas deficiências, comecei a estudar por conta própria, fiz cursos de facilitação, fiz cursos também de OKR. Então, foi uma transformação rápida e bem desafiadora, que valeu a pena!”

Nasce uma liderança estratégica

Adriano continuou trabalhando como Gerente de Operações, mas com o novo papel pôde ir além da busca diária pela eficiência da área. Além de muita empolgação, o novo desafio lhe gerou outros ganhos dentro e fora da empresa.

“Foi um salto para minha carreira! Embora eu tenha ajudado a construir a Veloe e muitas pessoas já me conhecessem, me deu muita visibilidade no sentido de ser referência naquele assunto. É gostoso você ser referência sobre algo, as pessoas te procurarem para pedir ajuda, para dar feedback, enfim, para falar daquele assunto. Me ajudou bastante também a ser referência dentro do grupo. Então, outras empresas do grupo me chamaram pra eu falar sobre OKR, ajudar a construir ou facilitar dinâmicas com eles. E, principalmente, abriu muito a minha mente. Eu comecei a entender de fato o que significava transformação digital.”

O dia a dia do gestor com os times também mudou, acompanhando a sua nova postura perante os macro assuntos organizacionais. 

“Mudou no quesito provocação. Então, às vezes eu fazia parte de alguma reunião e percebia que o que eles estavam discutindo não fazia parte da estratégia. Eu conseguia ter esta visão de fora e provocar as pessoas que estavam ali dizendo ‘por que a gente está discutindo este assunto?’, ‘Por que a gente está pensando em lançar este produto se ele não faz parte da estratégia?’. E eu entendia também como feedback para mim: 'onde eu estou falhando como facilitador de não deixar claro para a empresa que a estratégia é esta e as pessoas estão indo para um caminho diferente?'.

A partir disso, Adriano percebeu diferentes reações.

“Algumas pessoas não se sentiam confortáveis com as colocações. Já outras pediam ajuda para saber como mostrar para os executivos que o melhor caminho poderia ser não lançar um produto”. 

Para lidar com estas situações, ele conta que foi mostrando para as pessoas que as provocações eram um convite para remarem juntas na mesma direção. 

Impactos de uma liderança exponencial

Após vivenciar este processo de formação enquanto Champion de OKR, Adriano segue a premissa de melhoria contínua para a sua carreira. Atualmente, é aluno do Programa Liderança Exponencial da K21, do qual extrai insights poderosos para se aperfeiçoar como líder na Veloe.

Ao conversarmos sobre suas últimas evoluções, ele mescla os aprendizados que tem obtido junto à K21 ao longo do tempo. Sobre o que gerou as mudanças mais significativas na forma que lidera, ele pontua:

  • “Entender de fato o conceito de eficácia, e eu tô falando aqui de Fit for purpose.”
  • “Os aprendizados que eu estou tendo sobre Liderança Exponencial, e como a gente pode exponencializar o nosso trabalho.”
  • “E trocar a lente do óculos quando eu não sabia de fato o que era agilidade e transformação digital.”

Adriano também lista outros aprendizados de grande importância para a forma como gere a estratégia e lida com as pessoas no dia a dia.

  • “Falar mais de estratégia com propriedade, agora eu consigo discutir melhor quando a gente coloca o cliente no foco ou não, que tipo de produto a gente tem que lançar, qual a gente vai jogar fora, qual a gente não vai…”
  • “Me sinto mais seguro para discutir com executivos de um ou dois níveis acima de mim e discordar deles com propriedade, explicar por que discordo, e o mais gostoso é quando o executivo fala 'tem razão, vamos mudar a estratégia porque não faz sentido mesmo'.”

Além das reações instantâneas, Adriano percebe quando os feedbacks são absorvidos na mudança de comportamento no dia seguinte às conversas, o que não surpreende a Andressa, que acompanhou de perto esta evolução:

“Adriano é uma liderança natural, tem um ótimo skin in the game. Ele começou a conseguir influenciar a estratégia da empresa como Champion.” 

A progressão na Veloe

Desde que Adriano foi convidado a ser Champion de OKR, se passaram em torno de dois anos e meio. Além do aumento de salário e outros reconhecimentos que aconteceram durante o período, Adriano teve um amadurecimento na sua posição de gerência.

“Eu não mudei o cargo. Eu já era um gerente de operações, mas eu senti que quando fui convidado era um gerente de operações ‘júnior’. E eu interpreto que hoje já assumo uma senioridade, arrisco: pronto para um cargo de executivo. E, se for parar para pensar, evoluí nestes níveis: de júnior para pleno e desse para sênior. E também assumi mais responsabilidades.”

E não parou por aí… O coaching que o Adriano recebeu somado à busca incessante por aprender reverberaram na sua carreira, rompendo os limites da empresa e o tornando uma referência também externa em OKR.

“Minha carreira hoje tá super bacana, bem interessante, porque eu não estou mais limitado a operações. Não que operações seja limitado, mas o que eu não imaginava era discutir com executivos a estratégia da empresa ou a estratégia de lançamento de um produto, ou até ajudar a construir a estratégia. Isso ajudou bastante. E outra coisa que mudou muito foi ser procurado por outras pessoas para falar sobre OKR, por outras empresas e por ordens, inclusive a PMI me chamou para dar uma palestra de OKR, então, isso eu não imaginava.”

Aprendizados da transformação

Aprendizados não faltam para o Adriano, que sempre buscou o aperfeiçoamento contínuo como líder, e que sentiu isso se potencializar com a transformação pela qual passou. Ele também absorveu outras características de um líder estratégico:

“Eu me vejo como um líder que está mais testando hipóteses, fazendo acordos com os times, de quais resultados a gente precisa atingir, provocando e incentivando eles com base no propósito pra gente ter aqueles resultados, e dando liberdade e autonomia para eles trabalharem, mas deixando claro que eu estou ali. Eu me vejo hoje um líder que tem coragem de falar pro time de uma pergunta que eu não sei a resposta. Eu acho que quando a gente fala ‘não sei’ está dizendo de forma indireta ‘tudo bem não saber tudo’, porque a gente vai descobrir, E que tudo bem errar, porque errar não é estar longe do sucesso, errar é estar mais perto do sucesso.”

Consciente da sua responsabilidade enquanto gestor de pessoas, ele já observa quando seus passos seguidos.

“É bacana porque agora eu passo a liderar líderes que lideram líderes que lideram pessoas. Quando você percebe como eles estão liderando os líderes deles, você se vê bastante ali. Então, a pessoa está repetindo um comportamento seu, mesmo quando o feedback não vem. Recentemente, eu recebi um feedback bem interessante: uma pessoa de outra diretoria falou que acha que eu já estou pronto para ser um executivo.”

Sobre todo este progresso, Andressa Chiara comenta:

"Ele era um gestor operacional, que não tinha a perspectiva de ser esta pessoa de transformação, um líder de líderes. Transformamos ele em um movedor de montanhas."

Outro aprendizado que Adriano traz é o que a K21 chama de FDP: fatiar, descartar e priorizar. Ele conta que deixou definitivamente para trás:

“O desespero de querer estar pronto sempre antes de fazer algo, com todas as caixinhas de operações funcionando pra lançar um produto. Primeiro, a gente não vai lançar um produto para poucos clientes, a gente vai testar. E se errar tudo bem, a gente vai aprender. E a mesma coisa na vida pessoal, de não precisar estar 100% pronto pra fazer algo. E talvez estar pronto seja mais caro do que você aprender e corrigir.”

E não foi somente isso que ele levou do trabalho para a vida pessoal...

“Uma coisa que eu tenho feito muito na minha vida pessoal e melhorou muito a minha performance é pontuar o WIP, a quantidade de coisas que eu estou fazendo em paralelo. E aí eu fico observando se eu tenho muitas coisas pra fazer ao mesmo tempo, para desacelerar. Porque se você tem muitas coisas ao mesmo tempo, você não vai fazer mais. Na verdade, você vai ser mais lento e possivelmente com menos qualidade.”

Para quem está em dúvida se embarca ou não em uma transformação de liderança, ele deixa a mensagem:

"Só tem uma forma de você descobrir: testando, que é uma característica muito comum na transformação digital, que é testar, aprender e corrigir. E se você está em dúvida, possivelmente você quer ser um líder melhor. E líder melhor não é o que entrega mais, mas que evolui mais as pessoas do seu time, evolui a si próprio, percebe que as pessoas estão felizes em trabalhar no seu time, e você percebe que o mercado está aquecido e que o seu time está sendo assediado, faz parte, mas seu time está lá porque ele quer estar, porque eles gostam de estar ali.”


Sobre o Adriano

Formado em Engenharia de Telecomunicações e pós graduado pela Fundação Getúlio Vargas em Gerenciamento de Projetos, tem especializações em: Programação Neuro Linguística, F4P, Management 3.0 e OKR.

Adriano Vaz já atuou em dois projetos que mudaram a Mobilidade Urbana no Brasil, quebrando o monopólio do mercado e levando facilidade na vida para mais de 2 milhões de pessoas, processando 240 milhões de transações ao ano.

Atualmente, é Champion de OKR e Gerente de Operações na Veloe. Está à frente dos times de implantação, sustentação da operação, logística, prevenção a fraudes e da área de ativação PJ, além de atuar como Business Owner na organização.


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