Como acompanhar OKRs? Facilitando check-ins que funcionam

23/07/2019
3 min de leitura

Existem vários conceitos disfuncionais sobre OKRs à solta no mercado. Um dos mais comuns tem a ver com a forma de acompanhamento dos OKRs. Uma vez na vida foi feito um workshop para definir os OKRs, e pronto. Agora é só cobrar das pessoas. Parece que OKR é que nem batata: você larga ele lá e espera que ele cresça.

Na verdade, quando fazemos isso, estamos reproduzindo a mesma disfunção que faz com que o ágil não dê resultado em algumas empresas: estamos tentando gerar um movimento de revolução inicial, ignorando a necessidade de mudança do mindset e o esforço que isso deve receber no dia a dia, e nos frustrando quando o fato de termos squads ou sprints não trouxe a business agility que esperávamos.

Para que OKRs não se torne mais um nome bonito no rol de termos empresariais, temos algumas dicas sobre como acompanhar seus OKRs:

Facilite o check-in

O check-in deve ser sucinto e focado em o que podemos fazer para melhorar o resultado. O facilitador pode pedir aos líderes que leiam o objetivo definido. Em seguida, podem ler a primeira métrica, e como estamos em relação a ela agora. Os presentes discutem sobre o nível de confiança que temos sobre atingir aquele KR e propõem ações caso a confiança esteja média ou baixa.

Caso haja ações que já tinham sido identificadas no check-in anterior, podemos trazer os aprendizados que tivemos, para alimentar uma melhor tomada de decisão para as próximas ações.

É importante lembrar que devemos evitar a todo custo um efeito de caça às bruxas. O objetivo do check-in não é fazer um status report, apresentação corporativa ou abrir um espaço para as pessoas se justificarem. Ele é apenas um checkpoint, uma oportunidade de ajustar a estratégia e coordenar esforços, usando a inteligência coletiva.

Como acompanhar OKRs? Facilitando check-ins que funcionam 1

OKRs visíveis para todos o tempo todo

Para que todos na empresa consigam colaborar para o atingimento dos objetivos, é imprescindível que haja transparência sobre os mesmos. Garanta que o painel/quadro/planilha de OKRs esteja sempre visível e disponível. É interessante também dar clareza sobre quem é o líder de cada OKR e quem é o champion (ou facilitador), pois o mesmo pode ajudar a facilitar discussões, difundir o mindset e promover a colaboração entre as pessoas.

Tenha líderes e responsabilize-os

Para cada OKR, é interessante definir um líder. Esta pessoa, diferente do facilitador, não tem uma visão imparcial do processo. Ela se importa profundamente com o atingimento do OKR, e busca motivar e movimentar as pessoas para que as ações gerem o efeito positivo que esperamos.

Esta pessoa não precisa ser diretamente responsável pelo atingimento ou não do OKR. No entanto, ela tem genuíno interesse em que o resultado seja alcançado, então atuará na organização para que as ações geradas durante e fora dos check-ins tenham o impacto positivo que esperamos.

Gestores como removedores de impedimentos

Os gestores devem estar atentos aos check-ins não para receber um status report do que está acontecendo (eles já devem chegar ao check-in tendo acompanhado o quadro de OKRs e as ações propostas), e sim para ajudar a remover impedimentos e travas na organização. O papel dos gestores neste processo é entender quais são os entraves sobre os quais eles podem atuar para garantir que sua equipe consiga atingir o resultado desejado.

Questionamentos como “como eu posso ajudar?” e “se eu me envolver, é benéfico?”são extremamente saudáveis. O gestor passa a desempenhar, neste cenário, um papel de líder servidor, usando seu poder para efetivamente liberar o caminho e apoiar o time em alavancar o resultado.

Curtiu o artigo? Descubra mais sobre o assunto no nosso Workshop de OKRs!

 

Escute o bate-papo sobre OKRs no episódio do podcast Love The Problem

Escrito por Andressa Chiara

Agile Expert na K21, trabalha com produtos digitais há mais de 10 anos, liderando produtos em TI para web e mobile. É autora da série de livros O Produto Ágil, e de OKRs and Business Strategy for Transformation. Certificada como CSP, PMP, CSM, PSMI, CSPO, Lean-Kanban, F4P Trainer e Trainer de OKRs, contribui com iniciativas de inclusão como a Code Like A Girl. Também é formada em cinema, canta, desenha nas horas vagas, além de contar histórias como forma de contribuir para um mundo melhor.

Compartilhar

    Cadastre-se para receber nossos insights no seu email

    Ao continuar você concorda com a Política de Privacidade
    da K21. Você poderá cancelar o recebimento quando quiser.

    Artigos relacionados


    Gestão de Produtos Digitais

    5 min de leitura



    Transformação Organizacional

    6 min de leitura