A morte do RH tradicional, bem-vindos à era do RH Ágil

06/08/2019
2 min de leitura

Nos últimos tempos, o papel do RH vem definitivamente mudando, de uma função praticamente administrativa para uma função estratégica.

Hoje, já vemos muitos Diretores / VPs de RH não só respondendo diretamente ao CEO, mas sim entrando diretamente no plano de sucessão do mesmo.

Contudo, não paramos por aí. Na realidade entendemos que o RH deverá assumir um papel de altíssimo valor agregado, o trabalho com foco absoluto no cliente interno.

Sem tempo de ouvir o artigo sobre RH Ágil? Escute agora!

O RH tradicional focado na implementação de regras, padrões, políticas e controles MORRE. Morre pois ficamos rígidos. Morre pois viramos gargalo. Morre pois nos escondemos detrás das mesmas regras e políticas que criamos. Morre pois não estamos colocando o cliente como foco prioritário das nossas ações.

E, não menos importante, o negócio/business não mais esperará ou aceitará que nossas muletas (normas e procedimentos) atrapalhem a rápida adaptabilidade que o mercado espera!

Agora, este dá lugar ao RH com foco na cultura ágil e, principalmente, com foco nos clientes. O RH deve promover flexibilidade, adaptabilidade e inovação para apoiar incondicionalmente a experiência do colaborador.

O objetivo agora é estar mais perto dos times e seus componentes, permitindo assim que os mesmos sejam mais competentes em seus papéis, trabalhem e colaborem melhor uns com os outros, e tomem decisões mais rápidas.

Tudo isso se dá através deste novo posicionamento, pois estaremos mais próximos dos clientes.

Tudo o que o RH fez nos últimos anos foi criar regras, ferramentas e processos informando a todos da organização como as coisas devem ser feitas.

Manifesto de RH Ágil

O Manifesto de RH Ágil foi adotado e adaptado a partir do Manifesto Ágil de TI.

Através do Manifesto de RH Ágil, estamos descobrindo maneiras melhores de desenvolver uma nova cultura e, assim, passamos a valorizar:

  • Mais redes colaborativas e menos estruturas hierárquicas
  • Mais transparência e menos sigilo
  • Mais adaptabilidade e menos prescrição/rigidez
  • Mais inspiração e engajamento e menos gerenciamento
  • Mais motivação intrínseca e menos recompensas extrínsecas
  • Mais desejo e menos obrigação
  • Mais Humanos e menos Recursos (colaboração da K21)

O Agile HR pode ser visto de duas perspectivas: como o RH deve funcionar internamente e o que o RH deve entregar ao negócio.

O RH é a força organizacional que impulsiona o negócio, com foco em criar melhores locais de trabalho por meio do desenvolvimento dos indivíduos e suas equipes, permeando todas as disciplinas.

O RH passa a ser o guardião da cultura ágil e de seus desdobramentos. Ágil é cultura, e não se muda cultura sem mudar as ferramentas, os processos e as metodologias.

Por outro lado, o RH verdadeiramente deveria se livrar ou, no mínimo, repensar todas as coisas que não são competências essenciais/principais:

  • Folha de pagamento poderia ser feita por Finanças, afinal, é o core business deles mesmos, não é?
  • O jurídico deveria fazer os documentos legais, e parece até óbvio, mas não trivial.

O RH precisa se concentrar no seu cliente: as pessoas!!!

Como o RH pode suportar uma transformação organizacional ágil? Reavalie a estrutura organizacional atual e projete uma nova estrutura que permita a adaptabilidade nos negócios, maximize a comunicação e a colaboração entre as equipes e facilite o fluxo de valor.

Finalmente chegou a hora de o RH sair do banco detrás das organizações e assumir de uma vez o volante da mesma.

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Escrito por Andre Bocater Szeneszi

Andre Bocater Szeneszi é sócio na K21 e co-fundador da startup WBrain Agile People. Com uma longa trajetória empreendedora e também como HeadHunter, Andre é apaixonado por Pessoas e Cultura Ágil. Formou-se em Administração pela PUC-Rio e possui diversas especializações em Business, como: especialização em Finanças pela Pontifícia Universidad Católica de Buenos Aires, Gerenciamento Estratégico pela Universidad de Belgrano e Strategic Planning & Decision Making pela Berkeley. Atuou como professor da Pós-Administração da Fundação Getulio Vargas durante muitos anos e também ministra treinamentos de Cultura Ágil no Brasil, América Latina, Estados Unidos e Europa. É colaborador da Revista Human em Portugal.

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