SGRio 2020/21: aprendizados do segundo dia

No formato 100% online, o Scrum Gathering Rio 2020/21 trouxe palestrantes de referência em agilidade no segundo dia do evento. 

Com participantes mais familiarizados com a plataforma inovadora do evento, o SGRio fluiu com muitos aprendizados, trocas e insights incríveis.

Acompanhamos de perto o que rolou, e a seguir trazemos para você alguns destaques.

Beyond Copy Paste Agile

A abertura do segundo dia do SGRio 2020/21 aconteceu com o keynote speaker Cliff Hazell, co-fundador da Flight Levels Academy, que explicou como podemos (e devemos) considerar a diversidade do ser humano nas organizações, e não sair “copiando e colando” o ágil.

“Supondo que você tem pessoas inúteis na sua organização, se você acha que tem um ‘peso morto’ dentro da sua empresa, há apenas duas maneiras de explicar isso. Talvez você tenha mesmo contratado esse peso morto, ou você contratou o peso vivo e o matou. Recomendo pensar com mais detalhes quando as pessoas não estão motivadas na sua organização.”
Cliff Hazell

Cliff no Sgrio

Agilidade & Diversidade

Na palestra “Agilidade & Diversidade – onde se encontram na jornada da diferenciação”, Mari Zaparolli explorou como a Agilidade se encontra com outro tema muito explorado hoje: a Diversidade.

Ela fez um convite à reflexão do porquê de esses temas se encontrarem na jornada da diferenciação das organizações, que é resultado das perspectivas das pessoas que lá estão.

Mari Zaparolli no SGRio 2020/21

Segundo Zaparolli, trabalhar com pessoas parecidas é muito fácil, e quando você lida com pessoas diferentes existe um esforço muito maior, mas é justamente aí que está a riqueza das organizações.

“A gente não pode mais chegar nas empresas e não ver mulheres, negros… e achar que isso é normal, porque isso degrada nossa capacidade criativa. Não dá mais pra gente mesmo trabalhar em bolhas e achar que está legal. Não é assim que a gente constrói uma sociedade e organizações diferentes.”
Mari Zaparolli

EduScrum: um facilitador no ensino remoto

Agile Master na Alterdata Software e EduScrum Master no SERRATEC (Parque Tecnológico da Região Serrana RJ), Raul Gabrich compartilhou no SGRio 2020/21 sua experiência como professor em um curso online intensivo de residência de software que ministrou durante o período da pandemia.

Com conhecimentos em Scrum, Raul conta que vislumbrou a aplicação na educação, foi quando descobriu a existência do EduScrum. Dentre as diferenças com relação ao modelo de educação tradicional, Raul destaca a estrutura da sala de aula.

Raul Gabrich no SGRio 2020/21

Utilizando o EduScum (à direita), cada grupo tem coisas diferentes na sua mesa porque todos estão buscando aprender, mas cada grupo organiza seu aprendizado de maneira diferente

“O que precisa mudar para alcançar os pilares e trabalhar com o EduScrum? A primeira coisa seria mudar a estrutura da sala de aula que a gente conhece para uma sala de aula invertida, em que o aluno estuda em casa e pratica na sala de aula.”
Raul Gabrich

De acordo com Raul, diferentemente do que é pregado no Scrum, o EduScum admite que o professor seja ao mesmo tempo Product Owner (definindo e priorizando as histórias) e Scrum Master (sendo um facilitador e garantindo que os grupos de alunos sigam os valores e as práticas do Scrum). Neste modelo, além do professor, cada grupo também deve ter seu próprio Scrum Master. 

Agilidade: a melhor notícia que tivemos na Redação

A Diretora de Produto, Paty Gomes, e a Agile Coach, Gisela Nogueira, da empresa de jornalismo e tecnologia JOTA, trouxeram para o SGRio 2020/21 a história da redação que incorporou tecnologia e agilidade no seu dia a dia. 

Paty Gomes e Gisela Nogueira no SGRio 2020/21

Durante a palestra, elas contaram que enfrentaram como principal desafio a cultura tradicional da área de jornalismo. Mas, apesar das distâncias culturais, conseguiram enxergar as similaridades com a agilidade e gerar resultados para a redação.

“Se a gente fosse fazer um paralelo, o jornalismo é muito mais focado em pessoas do que em processos. A gente começou a trazer que o jornalismo e a agilidade são muito mais irmãos do que imaginavam.”
Gisela Nogueira 

Aos processos ágeis, também somaram a experimentação na redação e a definição de OKR. Além disso, Gisela comentou que a necessidade de medir os resultados, que vinha como uma dor da própria redação, é também uma abertura para a mudança cultural:

“A área de redação começou a olhar para métricas, que é uma coisa que não existia. Era uma dor deles entender a produção e eles começaram a querer trazer mais métricas de eficiência para o processo. E a gente está apoiando eles com isso e aproveitando esta necessidade para trazer algumas outras visões.”
Gisela Nogueira

Indo além dos padrões do passado: uma busca por um paradigma evolutivo

Antonio Gerente (o Panda), Agile Expert na K21, e Carolina Serpejante, Agilista no PicPay, falaram sobre paradigmas de indivíduos e organizações, níveis de consciência, complexidade e lacunas nas empresas. Eles também trouxeram uma reflexão de “onde estamos?” e um olhar para possíveis próximos passos.

“A palavra-chave nesta palestra é o ‘estado de consciência’. Existe uma leitura muito constante nas organizações de que a gente ainda está tentando resolver problemas, atuais ou do futuro, com um estado de consciência muito anterior a isso. E isso não está funcionando muito bem.”
Antonio Gerent

“Quanto mais complexidade a gente cria no nosso mundo, mais chances a gente tem de as soluções que existem não funcionarem para esses novos problemas. Se a gente fica tentando usar só o conhecimento prévio que a gente tem para tentar explicar novas lacunas que surgem com novos níveis de complexidade, a gente só vai ficar encaixando bola em quadrado.”
Carolina Serpejante

Palestra Panda e Carol no SGRIO

Time tarefeiro ou time de produto: qual é o seu? 

Marco Dubovski, Product Manager na Serasa Experian, e Andressa Chiara, Agile Expert K21, contaram em uma única história um compilado de cases reais de suas vivências com estruturação de times ágeis.

Marco Dubovski e Andressa Chiara no SGRio 2020/21

Para eles, a primeira análise que deve ser feita nos times é quanto às disfunções:

  1. o time não é de ponta a ponta;
  2. há uma tentativa de aumentar a eficiência do time com um modelo taylorista, em que a ideia vem do topo da cadeia hierárquica, a camada de média gestão controla e a operacional só executa;
  3. as escolhas estratégicas são baseadas em opinião e não em experimentos e dados.

Andressa acredita que todas estas disfunções levam a sintomas do time tarefeiro, que se difere do time de produto quanto à orientação do seu trabalho:

“O time tarefeiro é o time para quem o sucesso é entregar a tarefa, e não gerar o resultado. O time de produto está resolvendo um problema relevante para o cliente, ele está mexendo no ponteiro.”
Andressa Chiara

A liderança visionária na visão do papel do executivo é, segundo Marco, o que ajuda a reforçar o valor do porquê de a empresa fazer o que faz. 

“Deixar claro o propósito e identificar qual problema você quer resolver dá uma razão para acordar todo dia de manhã e falar: ‘eu não estou só colocando um tijolo em uma parede’. (…) Se está claro para todo mundo, todo mundo vai estar motivado para fazer o que precisa.”
Marco Dubovski

Curtiu os insights? Tem algum outro para compartilhar? Conte nos comentários.

Veja também como foi o primeiro dia do SGRio 2020/21:

Autor(es)

K21

Transformar pessoas e organizações ao redor do mundo é o que nos move. Mais do que ferramentas e métodos, promovemos uma nova cultura, onde negócios e pessoas entregam valor continuamente, experimentando, aprendendo e melhorando diariamente.

Comentários

Deixar um comentário