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Como Flight Levels ajuda a alcançar os objetivos de negócio

21/07/21 - 4 minutos de leitura

A lista de produtos ou serviços de uma empresa ou organização deve ser constantemente monitorada. É através desse processo que, utilizando dados coletados, novas ideias, produtos e serviços são escolhidos e priorizados. E é por isso que uma boa gestão de portfólio de produtos ou serviços é fundamental. Mas como o Flight Levels entra nessa história?

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Os produtos e/ou serviços de uma organização podem estar relacionados entre si ou serem independentes. Mas há algo em comum entre eles: todos devem estar alinhados aos objetivos estratégicos da empresa. Esse alinhamento dita os produtos e serviços do momento, se serão acelerados ou abortados, e como os recursos da empresa serão distribuídos.

Uma das ferramentas para realizar esse alinhamento é a gestão de portfólio de produtos e serviços. Assim, teremos um conjunto de produtos selecionados para atender aos objetivos da empresa.

Mas essa comunicação entre áreas e times para que este alinhamento aconteça nem sempre é fácil. Por isso, muitos negócios focam nas partes erradas para fazê-la.

Um dos pontos que precisam ser alinhados é que o gerenciamento estratégico de portfólio é sobre resultado em vez de produção. Flight Levels cria esse alinhamento e garante a maximização dos resultados das companhias.

O que é Flight Levels

Para alcançar os resultados desejados da sua organização, é preciso descobrir onde e o que deve ser feito.

Flight Levels é o modelo de pensamento que ajuda a criar a conexão que falta entre os diferentes níveis da organização para que a mesma tenha business agility e gere mais resultados. 

O Flight Levels ajuda a descobrir onde e o quê em uma organização precisa ser feito para alcançar os objetivos desejados. Esta descoberta pode ser realizada através de cinco atividades:

  1. Visualização da situação
  2. Criação de foco
  3. Estabelecimento de interações ágeis
  4. Mensuração do progresso
  5. Operação e melhoria.

Buscando enxergar o negócio de forma holística, o Flight Levels deixa de focar somente nos indivíduos e times para observar a ligação entre todas as áreas. Por isso, para que se tenha agilidade no negócio como um todo, essas cinco atividades devem ser aplicadas em diferentes “níveis de voo”

E quais são esses níveis? De acordo com Klaus Leopold, criador do Flight Levels, são três:

  • 1º nível: Operacional
  • 2º nível: Coordenação
  • 3º nível: Estratégico

A seguir, explico como tudo isso se conecta para alavancar os resultados das organizações.

A origem do Flight Levels

O Flight Levels foi criado por Klaus Leopold, um cientista da computação pioneiro no método Kanban, que escreveu livros como Repensando a Agilidade, que eu tive a honra de traduzir para português BR.

O Klaus define o Flight Levels como um modelo de pensamento (Model Thinking) que pode ser aplicado a qualquer empresa. Ele é compatível em todos os níveis com métodos e frameworks existentes no mercado.

Ele não é outro método, mas uma ferramenta para a reflexão:

O que podemos alavancar na empresa para melhorar a agilidade dos negócios e alcançar o direcionamento e resultados desejados?

Por que "Níveis de Voo"?

As organizações devem ser pensadas como três níveis inter-relacionados: estratégico, de coordenação e operacional.

Nível 3: Estratégico

O Flight Levels 3 é dedicado à estratégia. Neste nível, os objetivos são definidos e colocados em um contexto temporal amplo, que envolve dois, três, cinco ou mais anos, dependendo do cenário de negócio Em seguida, o foco passa a ser: 1 ano, os próximos três meses ou o período de prazo mais curto (caso seja o contexto).

Uma ferramenta popular para esse trabalho de estratégia é o OKR - Objetivos e Resultados-chave. Mas independentemente de como a estratégia é criada e de quantos níveis hierárquicos estão no Flight Level 3, eventualmente as “ações” (iniciativas, atividades ou projetos) são criadas.

Esta seleção de ações a serem executadas cria foco de forma eficiente. Depois, essas ações priorizadas no Flight Level 3 irão servir de entrada para o Flight Level 2. 

Nível 2: Coordenação

O Flight Level 2 é onde a coordenação de ponta a ponta na empresa acontece. As “ações” do Flight Level 3 são a lista de itens para o Flight Level 2. Tarefas grandes (às vezes chamadas de épicos) são retiradas do backlog para serem priorizadas e incluídas no backlog de implementação para as equipes (Flight Level 1).

As equipes assumem o trabalho de forma puxada quando têm capacidade disponível. Cada ação é acompanhada por “interações ágeis” em intervalos regulares. Essas interações também estabelecem a área de foco para a próxima iteração no Flight Level 2, deixando claro o que o Flight Level 1 precisa executar.

Nível 1: Operacional

Este é o nível operacional da organização. É aqui que os times ou áreas executam o trabalho priorizado do Flight Level 2, e assim realizam as entregas. Para cada iteração, os times ou áreas se concentram em um determinado escopo. Por exemplo, as grandes ações (épicos, iniciativas , etc.) são divididas em tarefas para serem executadas, e o trabalho concluído é entregue.

Podem surgir tópicos estratégicos, ou ainda relativos a produtos e serviços, que se cruzam de alguma forma que não devem ser tratados como trabalho puramente operacional. Ou seja, tópicos que têm uma influência importante na estratégia.

Nesse caso, cabe ao Flight Level 1 passar esses tópicos para o Flight Level 2 ou mesmo para o 3, para que possam ser pensados, analisados e planejados nas próximas iterações.

Como o Flight Levels ajuda as empresas

A maioria das transformações ágeis e digitais foca nos indivíduos ou times. Porém, se esquece de avaliar as interações entre essas partes. O resultado disso é falta de sinergia e até frustração, que resulta em um baixo ou nenhum impacto nos resultados esperados.

A proposta do Flight Levels é ajudar líderes de empresas a compreender e gerenciar o fluxo de trabalho entre as várias estruturas operacionais da organização e conectar os níveis de voo. Tudo isso para estabelecer um foco compartilhado e manter a energia coletiva em entregas estratégicas. Mas como essas ações se traduzem em melhorias práticas?

Com o Flight Levels, a liderança se torna capaz de enxergar a capacidade da organização de gerar resultados em tempo real, com o nível de detalhe correto em cada nível. Através de um alinhamento estratégico em todos os níveis da empresa, poderá influenciar para que a coisa certa seja feita no momento ideal, melhorando assim o time to market.

Todas as equipes podem visualizar como sua atuação se relaciona com a estratégia. Isso gera maior senso de pertencimento para os colaboradores do nível 1. Além de maior noção de realidade para os C-Levels:

O Flight Levels envolve um comprometimento da gestão para alcançar os objetivos desejados.

Agora que eu já expliquei um pouquinho sobre como o Flight Levels ajuda as empresas a alcançarem seus objetivos de negócio, te convido a aplicar o Flight Levels na prática com o treinamento oficial da Flight Levels Systems Architecture! Te espero lá...

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Escrito por

Jose JR

Business and Cultural Change Specialist and Trainer


Jose JR é Business and Cultural Change Specialist na Nower e Trainer na K21, atua há mais de 2 décadas no Brasil e na Europa em ambientes e times multiculturais atuando diretamente na capacitação e na transformação digital de empresas nacionais e internacionais. Um dos mais experientes trainers (AKT – Accredited Kanban University Trainer) do método Kanban no Brasil e um dos 20 trainers mundiais de KMM (Kanban Maturity Model) e KCP (Kanban Coach Profissional) pela Kanban University, é pioneiro no conceito de Flight Levels no Brasil sendo um Flight Levels Guide(Trainer Oficial) e Flight Levels Coach pela Flight Levels Academy ajudando as empresas a alcançarem resultados de negócios através do Business Agility e já capacitou mais de 4800 alunos pelo mundo e atendeu mais de 250 empresas nacionais e internacionais. É escritor e tradutor oficial de livros disponibilizando materiais em português para comunidade Luso-Brasileira como Kanban Essencial Condensado de Andy Carmichael e David J. Anderson; O Guia Oficial do Método Kanban publicado pela Kanban University e junto com a Paula Viani é um dos tradutores do livro Repensando Agilidade de Klaus Leopold; Criador do canal Mundo Compartilhado fundado em 2017 e co-fundador da Comunidade Flight Club Global que é dedicado a compartilhar gratuitamente conhecimentos como Colaboração, Aprendizagem, Tecnologia, Startups, Inovação, Agilidade, Gestão, Transformação Digital, Lean, Desenvolvimento Pessoal , Gestão de Pessoas e Empreendedorismo.
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